FLORES EM VIDA

By   Sirlene Gomes

 

Flores em vida é uma belíssima composição de Alberto Araujo e Felipe Duran , interpretado pela dupla Zezé Di Camargo e Luciano.Considero mais que uma composição: é uma reflexão referente a demonstração de afeto.

É uma música que se trata de amor entre homem e mulher, mas sua mensagem  pode se aplicar perfeitamente a qualquer tipo de amor seja ele maternal, paternal, fraternal, até mesmo de amizade. O termo flores em vida é muito interessante, pois  é uma maneira simbólica de dizer que devemos demonstrar nosso carinho e atenção as pessoas que amamos enquanto elas estão vivas. Depois que morrem, de nada adianta prestar homenagens.

Isso é a mais pura verdade. Outro dia eu estava sentada num banco da rodoviária com uma amiga para aguardar a chegada de uma pessoa, e enquanto eu mexia no celular minha amiga viu um rapaz mais a frente de onde estávamos que segurava um buquet de flores e uma caixa de chocolate . Então ela me disse – Olha só aquele rapaz com aquelas flores e chocolate!Ele deve estar esperando a namorada dele.  Acho isso tão legal, tão bonito…….

Eu olhei e concordei de que aquilo era um belo gesto. Fiquei ali parada observando também e acabei lembrando da música e do que significava aquela atitude.  Existem várias maneiras de se demonstrar afeto. Tem gente que acredita que só dando presentes é que consegue esse feito, mas não. Ás vezes só dispor de um tempo para estar na companhia de alguém pode ser um grande gesto de amor.

Portanto, como diz a música, quero flores em vida. Quero que demonstrem o que sentem por mim enquanto estou viva. Quero também demonstrar meu amor agora para aqueles que amo, assim como fez o rapaz da rodoviária. Se não for dando flores e presentes, que seja dando atenção, companhia, beijos e abraços.

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Explicando a Lei Maria da Penha

By   Sirlene Gomes

 

É notória a discriminação, a violência contra a mulher. Isso não ocorre apenas no Brasil, mas também no mundo. Todos os dias, podemos acompanhar nos noticiários  tais acontecimentos.

Esse é um problema sério, há inclusive instrumentos internacionais criados com a intenção de erradicar a discriminação, a violência contra mulher, cite-se como  exemplo a Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher (CEDAW), plano de ação de ação da IV Conferência Mundial sobre a Mulher, além de outros instrumentos de Direitos Humanos.

É difícil entender quando e onde começou a discriminação contra o sexo feminino, mas é possível perceber que esse processo caminhou junto com a história da humanidade, uma vez que envolvem questões sociológicas, antropológicas, religiosas e até filosóficas.

Como mencionado anteriormente, não é só o nosso país que passa por esse problema. Em muitos outros países há medidas que visam proteger a saúde física e psíquica da mulher.

No Brasil foi criada a lei 11.340/2006 intitulada de Violência Doméstica, mais conhecida popularmente como a Lei Maria da Penha, porque faz parte da história de uma mulher, símbolo da luta contra a violência que ficou paraplégica, quando sofreu uma tentativa de homicídio por seu próprio marido. Maria da Penha Maia Fernandes que precisou recorrer à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) para que a Justiça brasileira desse uma decisão definitiva sobre seu caso. Ela recebeu ajuda de diversas ONGs, como o Direito Internacional (Cejil), o Centro pela Justiça e o Comitê Latino-Americano pela Defesa dos Direitos das Mulheres (Cladem), e enviou o caso à Comissão de Direitos Humanos da OEA, que pela primeira vez na história acatou a denúncia de um crime de violência.

Em 2001, o Brasil foi condenado pela Comissão por omissão, tolerância e impunidade nos casos de violência contra as mulheres.

Essa lei, ao contrário do que se pensa não é apenas uma lei penal. Ela abrange as outras áreas do Direito como por exemplo,  Civil, Processual Civil, Processual Penal e tem dispositivos trabalhistas e previdenciários,  é portanto um dispositivo multidisciplinar que se refere a 10%  de Direito Penal e Processual Penal e 90% das demais.

O dispositivo em referencia no seu artigo 1º traz as seguintes finalidades, prevenir e coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, assistir a mulher vítima de violência doméstica e familiar, proteger a mulher vítima de violência doméstica e familiar, Criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a mulher.

A norma traz ainda uma série de outras medidas para proteger a mulher, mas algo importante para se esclarecer é que a lei não é aplicada em qualquer caso de violência. Só pode se aplicar se a mulher for hipossuficiente em relação ao seu companheiro, ou seja, aquela que não sabe ou não tem condições de fazer valer seus direitos, são aquelas que dependem desse homem financeiramente ou afetivamente e se a violência for de gênero, que é aquela feita com preconceito e discriminação contra o sexo.

Para explicar de uma forma sucinta o que é aplicar a Lei Maria da Penha a um caso concreto, é por exemplo,  quando a mulher é agredida pelo marido/companheiro.  Se essa mulher não for hipossuficiente em relação ao companheiro, aplica-se a lei penal por lesão corporal.

Se for necessário a aplicação da Lei Maria da Penha, a ofendida poderá pedir à Justiça as providências necessárias para a sua proteção por meio da Autoridade Policial. No prazo de 48 horas deverá ser encaminhado pelo Delegado de Polícia o expediente referente ao pedido, juntamente com os documentos necessários à prova, para que seja conhecido e decidido pelo juiz. As medidas protetivas de urgência que podem ser:

  • Afastamento do lar, domicílio ou local de convivência do agressor com a ofendida.
  • Proibição de determinadas condutas do agressor, entre as quais:
  • aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor;

No caso de descumprimento dessas medidas, o agressor será preso.

Consequentemente esse é um dos motivos que gera polêmica quanto a constitucionalidade ou inconstitucionalidade da lei, uma vez que dizem que é uma superproteção à mulher e que homens e mulheres devem ser tratados da mesma forma. Polêmicas a parte, o Supremo Tribunal Federal já declarou a constitucionalidade da norma.

Apesar dessa lei, ser considerada uma superproteção à mulher, ela ainda não está sendo eficaz, pois conforme última pesquisa em 2013 do  DataSenado (instrumento de controle social e modelo de acompanhamento na aplicação das leis aprovadas) 74% das mulheres  não denunciam seus agressores por medo e 34% por dependência financeira. Em todo o país, as mulheres com menor nível educacional são as mais agredidas, 71% afirmam que houve aumento de violência em seu cotidiano e 31% das vítimas ainda convivem com o agressor.

O que faz uma lei aparentemente ser uma superproteção, mas não ser eficaz? Seriam os requisitos para aplicação? Seriam as medidas protetivas, que precisaria de um ajuste? Seria educar as mulheres para que se tornassem mais independentes? Seria conscientizar as pessoas responsáveis pela violência?

Diante de tudo o que foi exposto, o Brasil ainda não conseguiu alcançar seus objetivos com a Lei Maria da Penha. Em um ranking de 84 países o Brasil é o sétimo no registro de assassinato de mulheres. Na América do Sul só perde para a Colômbia. Por isso, é necessário avaliar  minuciosamente o que há de errado e o que falta para reduzir essa violência.

 

 Para finalizar

 Esse assunto é muito extenso e polêmico, existem várias discussões sobre muitos aspectos da Lei Maria da Penha. Eu ainda não tenho respostas para as perguntas formuladas, mas são objetos de pesquisas que estou fazendo.

O que apresentei foi uma breve introdução do assunto, já que a maioria  das pessoas conhece a lei de uma maneira superficial.

Talvez nesse momento alguém esteja fazendo uma pesquisa porque pode estar precisando de uma ajuda por não saber como pedir socorro ou ajuda.

Minha intenção nesse primeiro momento, é auxiliar nessa ajuda.

Se por acaso, alguém precisar de ajuda pode ligar no 180 – Central de Atendimento à mulher .

A Defensoria Pública  também pode auxiliar nesses casos de violência doméstica, inclusive eles tem um núcleo especializado. Acesse o Link http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/

Além disso, eles criaram uma cartilha com todos os procedimentos. Clique para baixar a Cartilha gratuitamente. Acesse o link

http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/repositorio/41/Cartilha%20Maria%20da%20Penha.pdf

 

 

 

 

 

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Dica da Semana – Mentes perigosas- O psicopata mora ao lado

“Nem todo psicopata é um criminoso, nem todo criminoso é um psicopata” É essa é uma das conclusões que se chega ao ler o livro da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva: Mentes perigosas o psicopata mora ao lado.

É um livro muito interessante, realmente vale a pena ler, por isso, indico e recomendo. Boa leitura!!!!

Sinopse

“Frios, manipuladores, cruéis e destituídos de compaixão, culpa ou remorso. Utilizam-se de seu charme  e de sua inteligência para impressionar, seduzir e enganar quem atrevessa o seu caminho. Estão camuflados de executivos bem sucedidos, bons políticos, bons amigos, pais e mães de família, e não costuman levantar suspeitas sobre quem realmente são.

Estes são os psicopatas e quando pensamos em um deles, logo imaginamos um sujeito violento, com aparência de assassino e que pode ser reconhecido em qualquer lugar.  Não é tão simples quanto se pensa. A maioria nunca vai chegar ao extremo de cometer um assassinato e se passa por pessoa “comum”. Entre homens e mulheres, 4% da população apresentam esse lado sombrio da mente.

A Doutora Ana Beatriz Barbosa Silva nos esclarece que os psicopatas são indivíduos que podem ser encontrados em todos os segmentos da sociedade. Neste livro você vai saber um pouco mais sobre esse intrigante universo e aprender a reconhecer aqueles que vivem entre nós, se parecem fisicamente conosco, mas definitivamente não são como nós”.

Mentes perigosas o psicopata

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O profissional metamorfose ambulante

By Sirlene Gomes

 

Acredito que todos conhecem a famosa música de Raul Seixas: Metamorfose Ambulante. Essas duas palavras causam impacto. Arrisco-me em dizer que é por isso que é tão conhecida, mesmo sendo um sucesso da década de 70. Ela traz a idéia de transformação, de que devemos sair do nosso local para tentarmos algo novo e que não há nada de errado se mudarmos  de opinião.

Tantas coisas se transformam, mudam, e o profissional também precisa disso. O mercado é sempre muito competitivo e instável, as organizações necessitam de profissionais inovadores, que são aqueles com uma visão de novas tendências e que observando a realidade das pessoas, criam um produto inovador.

Como um grande exemplo de inovação, podemos observar o Cirque Du Soleil, pois surgiu em um setor decadente, onde o público do circo era cada vez menor, perdendo espaço para outras formas de entretenimento como os espetáculos urbanos ao vivo, eventos esportivos e diversões domésticas.

Para inovar, o Cirque Du Soleil criou um circo com mais diversão, vibração, e ao mesmo tempo com a sofisticação intelectual e a riqueza artística do teatro. Ao contrário dos espetáculos circenses tradicionais, com uma série de atos desconectados, cada criação do Cirque Du Soleil tem um tema, um enredo com própria trilha sonora e música ao vivo. Eles reinventaram o circo, enxergaram as novas tendências, perceberam que perdiam espaço para outros tipos de entretenimento, e conseguiram conquistar não só os clientes infantis, mas também os não-clientes de circo: adultos freqüentadores de teatro.

Só conseguiram a transformação de um circo comum em Cirque Du Soleil, porque não ficaram com aquela “velha opinião formada sobre tudo”. Perceberam quais as mudanças necessárias para atrair um novo público. Portanto, para ser inovador tem que ser um profissional metamorfose ambulante.

 

Quem gostou do artigo e do blog e quiser receber atualizações é só clicar em seguir no botão do lado direito.

 

Bibliografia

A informação do Cirque Du Soleil:

KIM, W.Chan; MAUBORGNE, Renée. A estratégia do oceano azul: como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante. Rio de Janeiro: Campus/Elsevier, 2005.

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A dignidade da pessoa humana

By Sirlene Gomes

Segundo Ingo Wolfgang Sarlet a dignidade da pessoa humana “ [...] é a  qualidade intrínseca e distintiva de cada ser humano que o faz merecedor do mesmo respeito e consideração por parte do Estado e da comunidade, implicando, neste sentido, um complexo de direitos e deveres fundamentais que asseguram a pessoa tanto contra todo e qualquer ato de cunho degradante e desumano, como venham a lhe garantir as condições existenciais mínimas para uma vida saudável, além de propiciar e promover sua participação ativa e co-responsável nos destinos da própria existência e da vida em comunhão com os demais seres humanos”.

Falando de uma maneira mais simplificada,  o Estado deve propiciar condições  mínimas para que as pessoas tenham uma vida digna, que é por  meio da alimentação, saúde, trabalho, lazer e educação. A dignidade da pessoa humana é tão importante que é um dos fundamentos da nossa Constituição Federal:

Art. 1º. A República Federativa do Brasil, formada pela União indissolúvel dos Estado e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

I – a soberania;

II – a cidadania;

III -  a dignidade da pessoa;

IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa

A forma prática de aplicação para propiciar uma vida digna encontra-se também na Constituição, são os direitos sociais:

Art. 6º . São direitos sociais a educação, a saúde,  a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção a maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Contituição.

O Estado nem sempre consegue proporcionar essas circunstâncias mínimas para que as pessoas tenham essa dignidade, por isso,  existem algumas medidas efetivas para que elas possam se utilizar desses direitos assegurados. Por exemplo: uma pessoa que necessita urgente de um tratamento de saúde, mas não há mais vaga no hospital, então aquele cidadão poderá impetrar um mandado de segurança que é um dos remédios contitucionais para conseguir realizar seu tratamento.

O ideal seria que ninguém necessitasse dessas medidas efetivas (desses remédios constitucionais)  para conseguir se utilizar de um direito que é inerente ao ser humano, mas ainda não somos evoluídos, ainda não aprendemos sequer, todos os nossos direitos e deveres, não aprendemos a cobrar dos nossos políticos, suas verdadeiras obrigações, talvez um dia, aprenderemos e dessa forma,  todos realmente terão dignidade.

Bibliografia

http://www.youtube.com/watch?v=BxHjE8P-yC0, acessado em 19.10.2013.

http://www.youtube.com/results?search_query=dignidade+da+pessoa+humana+e+remedios+constitucionais, acessado em 19.10.2013

http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_dignidade_da_pessoa_humana, acessado em 20.10.2013.

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Dica da semana – O preço do amanhã

A dica da semana é o filme O preço do amanhã, já está nas locadoras há algum tempo. Eu assisti e gostei muito. Sabe quando falamos que tempo é dinheiro? que poderíamos descobrir a fórmula da juventude? que poderíamos viver para sempre?
Esse filme retrata essas questões e nos faz refletir. Assistam!!!!

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18/10/2013 · 00:25

A magia de ser criança

By Sirlene Gomes

Há uma passagem na Bíblia em que Jesus diz “deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque delas é o reino dos céus”. Essa frase precisa ser interpretada, pois todos sabemos, que ser como criança, é ter pureza, é não ter maldade, não guardar rancor, mas eu acredito que não é só isso.
Em regra, as crianças não se limitam como os adultos, quando se interessam por algo, aprendem não importa o quanto seja difícil, para elas, não existe nada que não possa ser realizado, alegram-se com um passeio, com um nova atividade, estão sempre cheias de energia, com bom humor e um sorriso inocente. Elas são felizes, não é necessário grandes acontecimentos, bastam as coisas simples da vida.
Essas características são muito interessantes, porém com o passar do tempo, nos tornamos adultos e deixamos de lado essa simplicidade, essa alegria, nos tornamos cada vez mais limitados. Isso tem um reflexo não apenas na nossa vida pessoal, mas também no ambiente de trabalho.
O profissional com essas características, é aquele que gosta de aprender e nunca diz que não consegue fazer algo, está sempre de bem com a vida, sempre disposto à realizar uma nova atividade. Assim como as crianças, deveríamos sempre multiplicar nossos talentos, mas vivemos num mundo tão corrido, que ficamos preocupados apenas em sobreviver, e dessa maneira vamos esquecendo a cada dia, daquela criança que existiu, aquela que brincava, pulava, se divertia enquanto aprendia e estava sempre entusiasmada.
Jesus nos ensinou que ser como criança é muito importante, por isso, é necessário mantermos essas características, essa magia, uma parte de nós ainda precisa ser aquela criança feliz.

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